segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não há inverno que resista.
Não há baixa temperatura que não abra a guarda pro teu calor de fim de manhã.
O teu sorriso, daqueles de corpo inteiro, que te faz brilhar os olhos e até deixa verdes as folhas
O vento, que tanto incomoda os que têm olhos de chumbo, brinca com teu cabelo desgrenhado, balança pra lá e pra cá na leveza do teu flutuar
O peso te encontra, até te derruba, mas não segue contigo
Eles se arrastam, tu flui.
Escorre entre os dedos e volta na próxima chuva.


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